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Núcleo de Teatro

Sempre atento às transformações, o Teatro Castro Alves percebeu o momento certo para se integrar à vida cultural do estado. Primeiro, impulsionou o mercado local com a criação do Curso Livre de Teatro, em 1979. Durante quatro anos, o curso funcionou como espaço de surgimento de inúmeros talentos, mas a trajetória foi interrompida com o fechamento do TCA. A proposta só foi retomada com a reinauguração da Sala do Coro, em 1995, onde foi realizado o I Curso para Treinamento do Ator. Num segundo momento, o teatro investiu na reciclagem do artista. Desde então, profissionais baianos tiveram a oportunidade de participar de montagens produzidas pelo Núcleo de Teatro do TCA.

Até hoje, foram montadas sete peças, com textos de estilos e autores diversos, sempre com a participação de diretores de expressão nacional. A primeira montagem aconteceu em 1995, com a peça Otelo, de Shakespeare, e direção de Carmen Paternostro. Em seguida, O Sonho, de Strindberg, com direção de Gabriel Vilella, em 1996. Em 1997 foi montada a peça Medéia, de Euripedes, com direção do alemão Hans Ulrich-Becker, numa parceria com o Instituto Cultural Brasil-Alemanha. Em 1998, foi montada a peça Roberto Zucco, do dramaturgo francês Jean-Bernard Marie Koltés, com direção da jovem diretora alemã Nehle Franke.

Em 99, Lábaro Estrelado, musical que passava em revista o Brasil através de sua música dirigido por José Possi Neto, com texto de Cleise Mendes; em 2000, Volpone, de Ben Jonson, com direção de Fernando Guerreiro. Em 2001, foi a vez de A Vida de Galileu, de Brecht, com direção de Elisa Mendes e Harildo Deda no papel principal. Em 2002, o Núcleo de Teatro do TCA montou a peça Os Iks, com direção do paulista Francisco Medeiros. Comédia do Fim - Quatro peças e uma catástrofe é a mais recente produção do Núcleo que levou a montagem ao palco da Sala do Coro em 2003, sob a direção de Luiz Marfuz.

Em 2004, o Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves comemora 10 anos, trazendo para o público a sua décima montagem inédita, o espetáculo Baile de Máscaras ou Perdoa-me por Meus Sonhos, do premiado diretor e autor alemão Harald Weiss, com estréia marcada para o segundo semestre. Trata-se de um teatro de imagens musicais, segundo explica o próprio autor e diretor.

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