Concha
Acústica - 50 anos de música e
cultura
Tudo
começou em 1959. Depois do incêndio
do Teatro Castro Alves, antes mesmo de sua inauguração,
a Concha Acústica já abria as
portas. 50 anos depois, não há
nenhuma dúvida: a Concha Acústica
é o espaço cultural mais popular
e querido da Bahia. Em cinco décadas,
foram mais de 800 espetáculos e mais
de 3 milhões e meio de espectadores.
Em seu privilegiado espaço, já
se viu e ouviu de tudo. Teatro, dança,
cinema e música, muita música.
Músicas dos gêneros, estilos e
épocas mais diversas. Por lá surgiram,
passaram e se consagraram artistas e movimentos
fundamentais de nossa música. E continua
passando.
Uma Concha
Acústica onde cabe de tudo. Em seus mais
seis mil lugares, parte do público baiano
e brasileiro pôde assistir aos grandes
artistas da música brasileira e muito,
muito mais. De João Gilberto a Luiz Gonzaga,
passando pelos principais nomes da música
brasileira, todos estiveram no palco da Concha.
Sim, todos. Basta pensar num nome que ele provavelmente
já se apresentou nesse prestigiado palco.
Um espaço que celebrou e celebra a música
em seus diversos estilos, gêneros, movimentos
e épocas. Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália,
Rock, Mangue Beat, Axé Music, Rap. A
sempre presente música nordestina, o
samba, a música instrumental até
a música erudita.
Passaram
por este palco artistas de toda a geração
do rock nacional dos anos 80 e das gerações
seguintes também, o rock pesado, o punk,
a música pop, a música das gerações
mais recentes.
Desde sua inauguração, A Concha
recebeu e recebe também importantes projetos
e festivais, como “Canta Nordeste”,
“PERCPAN - Panorama Percussivo Mundial”,
“MPB Petrobras’”, “Loucos
por Música”, "Troféu
Caymmi", “Sua Nota é um Show”,
“Mercado Cultural”, “Fest´In
Bahia”, “Concha 6 e Meia”,
“UNIFEST – Festival Universitário
de Música da Bahia”. Alguns destes
projetos inseriram a Concha na programação
dos principais festejos baianos. No São
João, com o “Arraiá do Galinho”,
que além de shows apresentava disputa
de quadrilhas juninas. Ou o Carnaval, seja nas
prévias do Carnaval de 1970, com apresentações
de escolas de samba de Salvador, ou no "Encontro
dos melhores do carnaval", em 1988.
A Concha
também foi sede de shows e eventos especiais
como homenagens a Tom Jobim, Dorival Caymmi,
a Raul Seixas, Mãe Menininha do Gantois,
Show Tributo a Jovem Guarda, Noite de Santo
Amaro, entre tantos outros.
Já
passaram por aqui também nomes internacionais,
entre outros Manu Chao, Youssou N'Dour, o grupo
Neville Brothers, Maxi Priest, a cantora Any
Di Franco, as cantoras africanas Iza Pereira
e Angelique Kidjo o bluesman norte-americano,
J.J. Jackson, a cantora peruana Suzana Baça,
o grupo de percussão japonês Kodo,
o angolano Felipe Mukenka, a banda inglesa Placebo,
o grupo norte-americano All Star Jazz e por
ai vai.
Além
da música, a Concha é aberta a
outras possibilidades. Recebendo com a mesma
qualidade e competência outras linguagens.
Desde o cinema, com a exibição
dos filmes “Ó Pai Ó”,
“Saneamento Básico”, “Tapete
Vermelho” em 2007, até a ópera,
como a “Rei Brasil 500 Anos”, com
190 participantes, em 2000. Aconteceram ainda
apresentações de Teatro, com “Canudos,
a Guerra sem fim” e “Confissões
de Adolescente”, Dança com o espetáculo
"O Drama da Paixão de Cristo"
e Circo com o Circo de Moscou no gelo e o espetáculo
"Shangri-la.
A Concha
é utilizada ainda como palco e cenário
de programas televisivos, seja o programa “Poder
Jovem” da TV Itapoan, com Wanderley Cardoso
nos anos 70, seja o “Altas Horas”’,
da Rede Globo com Serginho Groissman, nos anos
2000. Aliás, alguns nomes consagrados
na TV brasileira também já trouxeram
seus espetáculos para a Concha, como
o Velho Guerreiro Chacrinha, com “A Hora
da Buzina”, em 1969; e “Os Trapalhões”,
em 1979. Em 2005, a Concha recebeu o “Aulão
do Aprovado”, com Jorge Portugal, professores
e artistas fazendo o programa da TV ao vivo
no palco. Foi também cenário de
gravações de discos e DVDs, como
Daniela Mercury, Marcelo Camelo, Netinho, Aldemário
Coelho, Margareth Menezes e a turnê conjunta
as bandas Titãs e Paralamas.
Fotos
históricas:

João
Gilberto

Armandinho,
Jorge Mautner, Gilberto Gil e Luis Caldas

Batatinha,
Paulinho da Viola, Gilberto Gil e Gerônimo

Titãs

Moraes
Moreira e Osmar Macedo

Ney Matogrosso

Marisa
Monte

Paulinho
da Viola

Vanessa
da Mata

Los Hermanos