TCA MANTÉM EM 2005 O ALTO NÍVEL DE ATRAÇÕES
E SUCESSO DE PÚBLICO
Balanço de 2005 mostra continuidade do interesse do público pela diversidade oferecida pelo mais importante complexo cultural do estado
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BTCA: completando 25 anos de fundação em 2006 |
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No ano em que o Teatro Castro Alves completou 12 anos de reinauguração, o complexo cultural baiano manteve a alta média de público de suas salas, revelando, mais uma vez, o alto nível das atrações nacionais e internacionais que se apresentam nos seus diferentes espaços. Incluindo seus corpos estáveis (Orquestra Sinfônica da Bahia e Balé Teatro Castro Alves) e outras atrações locais, o Teatro Castro Alves promoveu 517 apresentações de janeiro a dezembro de 2005, que foram prestigiadas por 347.795 pessoas. Vale destacar a realização dos projetos Acústico TCA, Circuito Cultural Banco do Brasil, XIII Festival de Música Instrumental da Bahia e VI Mercado Cultural.
Na música nacional apresentada ao público na Sala Principal, destacam-se as apresentações de Ivan Lins, João Bosco, Vania Abreu, Roberto Menescal, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Vanessa da Mata, Maria Bethânia, Joyce, Benito di Paula, Miúcha, Antonio Nóbrega, Fafá de Belém, Martinália, Paulinho Moska e Geraldo Azevedo. A Concha Acústica também recebeu nomes importantes da música brasileira, como Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Rita Lee, Pitty, Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Zizi Possi, Marcelo D2, Jorge Vercilo, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Kid Abelha, Beth Carvalho, Zé Ramalho, Margareth Menezes, Harmonia do Samba, Oswaldo Montenegro, Guilherme Arantes, Los Hermanos, Joanna, Carlinhos Brown, Fagner, Dudu Nobre e Paralamas do Sucesso. A banda inglesa Placebo destaca-se como atração internacional a se apresentar na Concha.
Na dança, foram destaques na programação o grupo Momix, que trouxe ao TCA a coreografia Lunar Sea - Sun flower moon; a apresentação da celebrada Martha Graham Dance Company, o espetáculo Mundo perfumado, apresentado pela companhia mineira Primeiro Ato; a performance da Cisne Negro Cia. de Dança, que apresentou as coreografias Cherché, trouvé, perdu e C/ cordas; o IV Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, a Jornada de Dança da Bahia, e o espetáculo Rapsódia nordestina, do Balé Folclórico da Bahia.
Já na área de teatro, foram apresentadas na Sala Principal montagens como Orlando Silva, o cantor das multidões, dirigido por Antonio de Bonis e protagonizado por Tuca Andrada; a comédia Terça insana - grandes momentos, de Grace Gianoukas; o musical As aventuras de Zé Jack e seu pandeiro solto na buraqueira no país da Feira, de João Falcão e Duda Maia; o sucesso Cócegas, com Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé; Todo mundo tem problemas sexuais, de Fernando Gomes; Abelardo e Berilo, de Ricardo Kosovski; o aclamado Teatro Negro de Praga, dentro da programação da Série TCA e Um homem é um homem, do grupo mineiro Galpão, dirigido por Paulo José. Na Sala do Coro, o público conferiu à montagem de Tranquilli, dirigida e encenada pelo ator paulista André Casaca; Eu, protagonizado pelo baiano Marcelo Praddo; Amores bárbaros, de Elísio Lopes Jr.; a premiada Arte, de Ewald Hackler, o infantil Flicts, de Fernando Guerreiro; Rádio Biruta FM, de João Lima; Uma trilogia baiana, de Meran Vargens; Um senhor monólogo, de Luís Sérgio Ramos; A maravilhosa história do sapo Tarô Bequê, de Osvaldo Rosa; e Hamlet, dirigida por Harildo Deda, a XI montagem do Núcleo de Teatro do TCA.
NÚMEROS
O TCA registrou este ano, no período de janeiro a dezembro, um total de 130.410 espectadores na Sala Principal, que assistiram a 246 apresentações; e 17.284 pessoas na Sala do Coro, presentes em 211 espetáculos. Já na Concha Acústica, levado pelo sucesso do projeto Sua Nota é Um Show, o público registrado atingiu a casa das 203.573 pessoas, distribuídas em 61 shows. Assim, a soma dos públicos de todos os espaços do TCA - Sala Principal, Sala do Coro e Concha Acústica - chega a 347.795 pessoas até dezembro de 2005, ano em 517 apresentações. Todo esse sucesso, que se reflete nos números de forma incontestável, deve-se, entre outros fatores, ao apoio do secretário da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, e do diretor da Fundação Cultural, Armindo Bião. A descentralização da venda de ingressos, também disponíveis nos SACs dos shoppings Barra e Iguatemi, é outra razão para a grande freqüência, já que facilita a vida do público e diminui a ação dos cambistas, uma preocupação constante da direção do TCA.
ORQUESTRA SINFÔNICA DA BAHIA
Os músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia tiveram uma intensa atividade ao longo do ano de 2005, que incluiu de concertos mensais na Sala Principal do TCA até apresentações dos seus grupos de câmara (Bahia Sopros, Quinteto de Sopros, Quinteto de Metais e Quadro Solar) em diversos espaços da cidade, através do projeto Música de Câmara. Até o final do ano, foram contabilizadas 78 apresentações de cameratas, que foram prestigiadas por um público de 7.909 pessoas. Merecem destaque também os ensaios abertos, a apresentação dos Jovens Solistas, os Concertos para a Juventude e os Concertos Nobres. No total, a Orquestra Sinfônica da Bahia realizou 59 apresentações para 23.332 espectadores.
BALÉ TEATRO CASTRO ALVES
Ao longo do ano de 2005, esteve no repertório do BTCA reapresentações da bem sucedida releitura da coreografia Uaikuru, do argentino Luís Arrieta, e de antigos trabalhos, como Paradox, de Tíndaro Silvano, e Sanctus, também de Luís Arrieta. O público também conferiu trechos das coreografias Sostenuto e Trindade, ambas de Arrieta, e Ainda, de Simone Roratto. Um dos destaques da jornada do Balé Teatro Castro Alves em 2005 foi o workshop de improvisação RE+, realizado sob a coordenação do coreógrafo paulista Luiz Fernando Bongiovanni. Além das apresentações regulares no palco principal, a companhia deu continuidade ao projeto Dança na Sexta e manteve seus ensaios abertos mensais, ambas as atividades voltadas para a formação de platéia. No total, foram 160 apresentações, prestigiadas por mais de 23.385 pessoas somente até o mês de setembro.
NÚCLEO DE TEATRO
Em 2005, o Núcleo de Teatro do TCA apresentou sua décima-primeira montagem, o clássico universal Hamlet, do inglês William Shakespeare. A peça teve direção de Harildo Déda e elenco formado por Marcelo Praddo (ator convidado), Marcelo Flores, Carlos Betão, Celso Júnior, Edlo Mendes, Joana Schnitman, Alethea Novaes, George Vladimir, Jarbas Oliver e Gil Teixeira. O espetáculo estreou dia 20 de outubro, para convidados, na Sala do Coro do TCA, permaneceu em cartaz de 21 de outubro a 18 de dezembro e, devido ao sucesso, voltou a ser encenada em janeiro de 2006. Prestigiar os talentos do teatro baiano e mostrar ao público a diversidade da dramaturgia clássica e contemporânea são os objetivos do Núcleo, que tem o apoio da Secretaria da Cultura e Turismo, através da Fundação Cultural e TCA. Em 2005, a montagem contou com a parceria da Escola de Teatro da Ufba e produção de Edna Pereira.
SÉRIE TCA ANO X
A temporada de 2005 teve início no dia 28 de março, com o concerto da Orquestra Jovem de Portugal, que se apresentou no palco principal do TCA, tendo como solista o pianista Adriano Jordão e regência do maestro Cesário Costa. Em abril, foi a vez do Coro de Westminster. Em maio, se apresentou o Budapest Strings, trazendo como solista o violinista Boris Brovtsyn e com regência de Bela Bánfalvi. A New England Youth Orchestra foi a atração do mês de Junho. Em Julho, o público assistiu à performance do grupo norte-americano Momix, que apresentou a coreografia Lunar Sea - Sun flower moon, sob a direção de Moses Pendleton. Agosto teve como atração o Accentus Coro de Câmara. A Orquestra de Câmara Kremlim, se apresentou em outubro, tendo como regente o maestro Misha Rachlevsky. Ainda em outubro, a companhia de dança Elisa Monte Dance trouxe as coreografias Treading, Run to the rock, Light Lies e Shattered para o TCA. O pianista polonês Piotr Paleczny, especialista na Obra de Chopin, foi a atração de novembro, mês em que se apresntou também o Teatro Negro de Praga, com a montagem Anatomia do beijo, do diretor Frantisek Kratochvíl. Para encerrar a jornada da Série TCA - Ano X, o Coro de Câmara de Praga ocupou o palco da Sala Principal, onde se apresentou sob a regência do maestro Josef Pancik. No total, o projeto contou com 11 apresentações, que foram vistas por 6.934 pessoas.
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