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SERVIÇO

O quê: Projeto Balança Concha, com MVBill e Sambalada Eletrônica

Quando: dia 15 de outubro, às 18 horas

Onde: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Ingresso: R$ 10,00 (inteira) mais um livro ou módulo de pré-vestibular novo ou usado

Liberado para maiores de 16 anos

Contatos para entrevista:

MV Bill
Bruno Moreno - (21) 2458-8311 / 8777-2374; bruno.imprensa.rio@cufa.org.br
Pedro e Nino - (21) 3902-0029

Sambalada Eletrônica
Claudinho David - (71) 8868-9203 / 3356-9203
João Jonga de Lima - (71) 8886-3439 / 3288-2232

Realização: Mil Produções - 71- 3341-6149/3341-5795

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BALANÇA CONCHA TRAZ MVBILL E SAMBALADA ELETRÔNICA

MvBill: rapper carioca canta a realidade nacional

 

Depois do sucesso da estréia, que reuniu mais de três mil pessoas na Concha Acústica do TCA para ver Tom Zé e Zéu Britto, o Projeto Balança Concha dá continuidade a sua programação trazendo mais atrações que prometem mexer com as estruturas. O rapper carioca MV Bill é o principal convidado desta edição, que conta também com a apresentação da banda baiana Sambalada Eletrônica, liderada pelos músicos João Jonga de Lima e Helson Hart. A dobradinha acontece no dia 15 de outubro, domingo, às 18 horas, no mesmo local. O projeto continua carregando a bandeira "Música Pra Ouvir, Livro Pra quem Precisa", estimulando o público a doar um livro no momento da compra do ingresso, que será vendido a preço popular: R$10,00 (inteira). Os livros podem ser novos ou usados, didáticos ou para-didáticos, e módulos de pré-vestibular ou do terceiro ano do ensino médio também são bem-vindos. Todos eles serão doados a bibliotecas públicas da Bahia. O Balança a Concha, que trará até dezembro, em um domingo por mês, uma atração nacional e uma local, numa diversidade musical, é uma realização da Mil Produções, com patrocínio da Chesf, por meio do Fazcultura.

MV Bill, o Mensageiro da Verdade, que já conhece o astral do público baiano e da própria Concha Acústica, volta ao local com novidades. Depois de provocar a reflexão dos brasileiros com o documentário Falcão - Meninos do Tráfico, produzido em parceria com Celso Athayde e exibido pelo Fantástico, da Rede Globo, ele voltou a mostrar a realidade dos jovens que vivem perto das drogas e do crime organizado no livro homônimo. Uma vez conhecido também como documentarista e escritor, agora ele volta a focar seu lado cantor com o CD Falcão - O Bagulho é Doido. Terceiro lançamento da carreira - ele começou em 1998 com Mandando Fechado, que foi relançado como Traficando Informação, e teve também Declaração de Guerra, em 2002 -, o disco sai pelo selo Chapa Preta com distribuição da Universal e marca o encerramento da trilogia.

Baseado no documentário, Falcão - O Bagulho é Doido é uma espécie de trilha sonora do filme e mistura a batida forte do rap com embalos dançantes. Continua marcando presença no repertório o discurso visceral que denuncia a violência, repudia a corrupção política, protesta contra o preconceito e a discriminação racial e clama pela igualdade. É o caso da faixa-título, que reproduz o discurso de um dos 16 adolescentes entrevistados para o filme e fala do ciclo vicioso que envolve traficantes e usuários de drogas. Mas não são apenas as batidas pesadas que MV Bill vem mostrar em Salvador. O rapper aposta no samba-rock, como em Minha Flecha na Sua Mira (Me Leva), e abre espaço também para o swing do funk e do soul, como nas faixas Enquanto Eu Posso, e Junto e Misturado, na qual ele divide os vocais com a irmã Kmila, que também estará presente no show.

Sem se limitar ao sampler, o rapper aposta também na fusão de instrumentos, que ficam em primeiro plano em faixas como Minha Flecha e o rap-rock-reggae Não Acredito. Ainda integram o repertório Ser de Verdade, Falso Profeta, Enquanto Eu Posso, Língua de Tamanduá e Me Leva. Mas um dos destaques fica por conta de O Preto em Movimento, que exalta a auto-estima e orgulho negro, pegando carona em Olhos Coloridos, música que virou hit na voz de Sandra de Sá nos anos 80. A própria cantora não hesitou em dar seu aval. "Que orgulho deste Mensageiro!!! Eu degusto ouvindo, ali dialogando com Bill, que mandou muito bem! Reconstruíram geral, afinal Olhos Coloridos é isso... é o preto em movimento!!! De Macau ao Bill, a viagem é refletir e gritar a nossa verdade por uma vida bem melhor", declarou a cantora e compositora carioca.

Sandra de Sá ainda lembra que o rapper sabe muito bem andar por outras praias também. "Em algumas faixas, rola forte o papo de amor... aquele amor altamente verídico, sincero. Ai fica bem claro que o cara sabe o quê, como e pra que dizer as coisas", diz a cantora. Caetano Veloso (Qualquer Coisa) e Vanusa (Cinema Mudo) também marcam presença nos samplers de MV Bill. Durante o show, o morador mais ilustre da Cidade de Deus, favela localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, ainda passeia por composições que marcaram sua trajetória, e convidam o público a cantar músicas como Só Deus Pode Me Julgar, Soldado do Morro, Soldado Morto e Emiví, entre outros sucessos dos discos Mandando Fechado e Declaração de Guerra.

Enquanto se prepara, MV Bill aproveita para parabenizar o projeto Balança Concha. "Por estar dentro dos movimentos sociais, que pregam além da igualdade social, a visibilidade e o fim da violência nas periferias, o direto fundamental à educação, é um prazer e um orgulho participar de um projeto com tal finalidade. Os livros são parte indiscutível de um processo educacional melhor e mais justo. É neles que estão os conhecimentos, a unidade básica para o aprendizado. Se o mercado ou as dificuldades governamentais dificultam o acesso a eles, é papel de todos nós invertermos esse quadro e criarmos alternativas para que cheguem a quem necessite. E cabe ao artista dar voz, reconhecimento e público a iniciativas como esta", diz MV Bill.

MV Bill, Mensageiro da Verdade - Alex Pereira Barbosa, ou MV Bill, é filho de Mano Juca, bombeiro hidráulico, e de Dona Cristina, dona-de-casa. Nasceu em 3 de janeiro de 1974 no conjunto habitacional Cidade de Deus, situado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde mora até hoje. Bill é um apelido de infância, referência a "Rato Bill" - desenho de um rato que vinha em figurinhas de chiclete durante a Copa do Mundo de 82. O apelido MV aparece por volta de 1991, quando escuta Public Enemy - grupo de Nova Iorque muito politizado - e lê as biografias de Malcolm X e de Zumbi dos Palmares. A partir daí, passa a conscientizar os moradores de sua comunidade, através de conversas e do rap. Algumas senhoras evangélicas da Cidade de Deus, ao verem como o cantor transmitia a mensagem popular das favelas e suas críticas aos problemas sociais, batizaram-no como Mensageiro da Verdade.

Conhece o rap em 1984, época em que a onda do break e do Miami Bass - derivação do rap feito em Miami - chega ao Rio. Mas sua relação com o movimento hip hop começa em 1988, ao assistir ao filme Colors (As Cores da Violência, de Dennis Hopper), sobre guerras de gangues em Los Angeles, considerado uma das principais denúncias cinematográficas feitas ao preconceito contra os negros nos Estados Unidos. Depois de ler traduções de duas canções da trilha - de nomes como Ice-T e Big Daddy Kane - Alex, que começou a fazer música cantando e compondo sambas com seu pai, a partir de então passa a ter o hip hop como movimento de militância.

Em 1993, participa da coletânea Tiro Inicial, que revelou talentos do rap nacional como Gabriel o Pensador. Em 1998, lança o disco Mandando Fechado (Zâmbia Fonográfica), cujas músicas são baseadas em fatos reais ocorridos em sua comunidade (Bill modificou os nomes para preservar a identidade das pessoas). Um ano depois, o álbum é remasterizado, acrescido de três faixas e relançado com o título Traficando Informação (Natasha Records). Com produção de Ice Blue, que participa junto com KL Jay (ambos dos Racionais), DJ Will, DJ TR, PMC, Marden Jam, K-mila, Coral Gospel Brothers e Neo Boy, o disco apresenta 13 faixas, entre as inéditas, De Homem pra Homem, Soldado do Morro e Sem Esquecer as Favelas. No mesmo ano, exibe seu primeiro videoclipe, Traficando Informação, produzido pela Conspiração Filmes. Sua participação no Free Jazz Festival, no show de abertura do grupo de Nova York The Roots, marca seu nome definitivamente no cenário nacional.

Em dezembro de 2000, lança o videoclipe Soldado do Morro, que mais do que um videoclipe, é um documentário sobre o trabalho infantil a serviço de traficantes, retratando de forma crua o cotidiano destes menores em 14 favelas, 10 delas no Rio de Janeiro. Recebe uma série de represálias e acusações de apologia ao crime, mas também o apoio de personalidades da música e adeptos do movimento que conhecem seu trabalho social. O clipe, dirigido por Celso Athayde e Roberto de Oliveira, é premiado pela MTV em 2001 e na segunda edição do Prêmio Hutúz de Hip Hop - considerado o maior prêmio do gênero na América Latina -, sendo exibido em favelas do Brasil, ong's e universidades. MV Bill também ficou com o troféu de destaque do rap nacional no DJ Sound 2001.

Em 2002 é a vez de Declaração de Guerra (Natasha/BMG). O disco traz o espírito da luta em prol dos excluídos, que faz do cantor uma referência para os jovens, especialmente os negros de favelas cariocas. A verdadeira guerra, declara, é contra a exclusão e o preconceito. O CD tem participações do grupo Charlie Brown Jr., dos rappers Buiú Dadoze, Kmila e Nega Gizza e a de seu pai. Neste trabalho, o cantor ampliou sua estética, incorporando mais elementos da música brasileira. Canções como Marginal Menestrel, que começa em ritmo de samba-rock e tem a participação de seu pai, Dizem que Sou Louco, com samplers de Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, sucesso de 1975 composto pelo baiano Hyldon e Mina de Fé , com samplers de Samurai, de Djavan, são exemplos do que MV Bill define como rap popular brasileiro. Outros destaques são as faixas Só Deus Pode me Julgar, gravada com uma orquestra de 13 músicos sob regência do maestro Nilton Carneiro, e Soldado Morto, que condena a matança de pobres pelos próprios pobres na guerra do tráfico.

Referência comunitária, personagem midiático, MV Bill é o símbolo de um discurso político que faz da crônica musical das guerras nas favelas brasileiras o ponto de partida de uma fala urgente sobre violência, discriminação e cidadania. Canta a realidade brasileira, resgatando a cultura negra e conscientizando a periferia. Junto com o produtor Celso Athayde, criou a Cufa, Central Única das Favelas, uma organização não-governamental que possui bases de trabalho em várias partes do Brasil e cuja forma de expressão predominante é o hip hop. A entidade pretende promover a produção cultural das favelas brasileiras, através de atividades nos campos da cidadania, educação, esportes e cultura. Nela, jovens produzem videoclipes, documentários, shows, além de participarem de oficinas que trabalham com elementos do gênero.

Em abril de 2005, junto com o produtor Celso Athayde e o ex-secretário de segurança Luiz Eduardo Soares lança Cabeça de Porco, pela Editora Objetiva. O livro fala sobre os jovens no mundo do crime. Foram usadas entrevistas e filmagens feitas por Athayde e MV Bill nos últimos 15 anos em favelas de nove estados e pesquisa etnográfica de Luiz Eduardo sobre violência e polícia. Eles sintetizam no livro as informações sociais e culturais acumuladas por um trabalho iniciado em 1997 e pela observação crítica de crianças e jovens que vivem essa realidade nesse nove estados brasileiros. Em 2006, esse trabalho encontra eco em imagens e choca o país com o lançamento do projeto-documentário Falcão - Meninos do Tráfico, exibido pelo programa Fantástico, na Rede Globo. Na seqüência, MV Bill lança as outras duas partes do projeto: o livro homônimo, sucesso de vendas no país e o disco Falcão - O Bagulho é Doido, com produção do selo Chapa Preta e distribuído pela Universal.

Esquentando os Motores

Sambalada Eletrônica: baianos fazem uma mistura de sons

Antes do Mensageiro da Verdade subir ao palco, quem aquece as turbinas do público é o grupo baiano Sambalada Eletrônica. Liderada pelos compositores João Jonga de Lima e Helson Hart, a banda mostra o resultado da mistura do samba e suas vertentes com elementos do rock, do funk e da música eletrônica. A base do show é o repertório de seu primeiro CD, Movimento Sensual Antiatômico, lançado em março deste ano. O disco conta com participações do roqueiro Márcio Mello na faixa 100% Vodu Blues, do compositor Paquito em Alma Turva, da cantora Marcela Bellas em Cyberbamba, do grupo As Ganhadeiras de Itapuã em Samba de Vinil, e do cantor argentino Sebastian "Baty" Paz na faixa Solo los Locos, música de Jonga e Baty que foi gravada recentemente pela banda porto-riquenha Bayanga, com grande sucesso na MTV latina e na Grécia.

No palco, Helson Hart desfia sua poesia contemporânea nos vocais junto com João Jonga de Lima, que revela sua música viva também no violão, teclado e programações. E os dois dividem a cena com um time de peso. A bateria fica a cargo de Emanuel Venâncio, pernambucano de Arco Verde; o baixo é do veterano Didi Gomes; o pesquisador musical Cássio Nobre assume a guitarra e oferece uma atmosfera inusitada às faixas tocando alaúde; Ricardo Marques toca guitarra baiana e incrementa a apresentação com a sensibilidade do bandolim. Tudo isso ainda ganha uma roupagem moderna com a participação do badalado DJ Mauro Telefunksoul, que mostra efeitos tirados do baticum dos discos de vinil.

Além das canções do disco Movimento Sensual Antiatômico, o set list inclui alguns sucessos revisitados, como Fora da Ordem, de Caetano Veloso, e Na Cadência do Samba, de Ataulfo Alves. "Iremos tocar também uma música de Helson Hart que tem a ver com a energia de MV Bill e de seu público, contribuindo assim para o movimento hip hop de contestação e reflexão crítica de nossa sociedade", adianta Jonga, que está ansioso para dar sua parcela de contribuição à proposta cultural e educativa do Balança Concha. "A iniciativa de doação de livros vinculada aos ingressos é muito louvável em nosso país, que precisa caminhar muito para educar e libertar seu povo da ignorância e subserviência diante de tanta desigualdade e corrupção", elogia o músico.

Samba o quê?

A Sambalada Eletrônica aposta numa sonoridade genuína, que valoriza a cultura da música popular brasileira inspirada no samba e promove a atualização cultural mesclando estes ritmos a outras estéticas musicais. Graças a essa proposta, o grupo recebeu este ano duas indicações ao Troféu Caymmi, nas categorias Melhor Banda e Melhor Produção, com o show Cyberdelia da Pedra Lascada, realizado no Teatro do Irdeb e registrado pela TV Educativa. O reconhecimento chega depois de apenas dois anos de estrada, ao longo dos quais a banda mostrou sua cara para os mais diversos públicos.

Em 2004, quando botou a cara na rua pela primeira vez, os músicos fizeram shows a bordo do caminhão cultural do SESI, pelo projeto social Agenda 21, nos bairros de Nova Brasília, Bairro da Paz, Abaeté e Itapuã. A experiência serviu de base para amadurecer o trabalho musical, experimentar músicos e sonoridades e desenvolver a proposta estética dos shows. Já em 2005, o grupo se apresentou na Feira das Artes do Rio Vermelho, no Colégio Apoio de Vilas do Atlântico, na Cabana Aruba e participou do belo espetáculo Kabaré do Futuro, da Cia. de Circo Picolino. A Sambalada Eletrônica realizou, ainda, uma temporada de shows na Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho, que movimentou o local nos meses de setembro e outubro de 2005.

O show Movimento Sensual Antiatômico foi aos palcos pela primeira vez em dezembro passado, no Teatro Gamboa. Em janeiro deste ano, o grupo apresentou o show no Teatro do Irdeb e em fevereiro novamente marcou presença na Feira das Artes do Rio Vermelho. Desde então vem realizando apresentações em casas de shows da cidade, como a Companhia do Futebol, Midialouca e Santa Maria, Pinta e Nina. Fora de Salvador, o som da Sambalada Eletrônica também já fez eco - o grupo foi um dos selecionados para integrar a programação cultural da Feira da Música de Fortaleza (www.feiramusica.com.br) que aconteceu entre os dias 9 e 12 de agosto.

O CD Movimento Sensual Antiatômico foi produzido por João Jonga de Lima, numa realização independente da Macaco Beleza Produções, com o apoio do Ibama e patrocínio da Termobahia. O trabalho vem coroar um projeto que começou a ser desenhado em abril de 2004, a partir do reencontro da dupla de compositores baianos João Jonga de Lima e Helson Hart (ex-integrantes da banda Gang-Bang). A motivação para este novo projeto surgiu a partir das primeiras composições, nas quais prevaleceram os ritmos brasileiros derivados do samba. Influenciados pela nova onda da música popular brasileira, associaram a este amplo universo a estética contemporânea da música eletrônica produzida por produtores independentes e disseminadas nas pistas de dança e na rede mundial de computadores. Não somente a música, mas toda a cultura que envolve estes dois universos serviram de inspiração para as novas composições.

No início da década de 90, Helson Hart e João Jonga de Lima (então conhecido como Jonga Lima) fizeram parte de uma das boas bandas de rock daquele momento na Bahia - a Gang Bang. Tiveram destaque por suas letras ácidas e performance irreverente, que levaram por shows em todo o estado da Bahia. Em 1992 venceram o Troféu Caymmi de melhor banda com letra. Jonga ainda tem uma sólida carreira como músico integrante, há 10 anos, da banda da Cia. de Circo Picolino e desenvolve ainda um projeto cultural em escolas de Salvador - o Projeto Música na Escola (www.musicanaescola.com.br). Como artista independente, lançou em 2002 o CD Terra Que Berra e, em 2003 e 2004, teve destaque no Festival de Música da Educadora FM. A música Boi Elétrico, parceria com Cássio Nobre, faz parte do CD do primeiro festival da rádio, com as 15 selecionadas do ano. Poeta e compositor de talento irreverente, Helson Hart tem composições gravadas por Clécia Queiroz, Rumbaiana, Zelito Miranda e outros. Em 1986 ganhou o Troféu Caymmi de melhor letra com a canção Restos.

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