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MEMORIAL DO TCA É INCLUIDO NO CADASTRO NACIONAL DE MUSEUS

O Teatro Castro Alves acaba de dar mais um passo em direção à imortalidade. Criado há três anos, o Memorial do TCA agora tem seu nome registrado no Cadastro Nacional de Museus, iniciativa que pretende criar uma base nacional unificada, estabelecendo uma plataforma de informações e dados sobre todos os museus brasileiros. O CNM é uma ação da Política Nacional de Museus, lançada oficialmente pelo Ministério da Cultura em maio deste ano, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. E é também o passo inicial para a implementação do Sistema Nacional de Museus, para o qual o Memorial do TCA já se prepara para participar.

O Cadastro Nacional de Museus tem como objetivo principal mapear e conhecer o número de instituições museológicas no país e realizar um diagnóstico do setor museológico, imprescindível para o planejamento de ações de políticas públicas de cultura e para o desenvolvimento de diferentes linhas de pesquisa. Já o Sistema Brasileiro de Museus sugere ações de organização, gestão e de formação de uma rede entre as instituições brasileiras. A ação facilita o desenvolvimento dos acervos e apóia a atuação dos museus, construindo políticas públicas em nível nacional, sempre respeitando as diversidades regionais.

"É um avanço significativo no intenso trabalho que vimos fazendo em relação à preservação da memória. Embora o TCA seja relativamente recente, já que vai completar 40 anos em 4 de março de 2007, a história deste teatro inclui momentos que ficarão para sempre na lembrança dos baianos, desde o trágico incêndio que o destruiu em plena inauguração, em 1967, até os grandes espetáculos que passaram pela Sala Principal, Sala do Coro e Concha Acústica do TCA. Porém, durante muito tempo essa memória ficou relegada a um segundo plano. O Memorial veio justamente fazer esse resgate, e a proposta foi efetivada no aniversário de 10 anos de reabertura do teatro, com a inauguração da galeria dos diretores", pontua Thedomiro Queiroz, diretor do TCA desde 1991.

"Para qualquer instituição museológica, ser incluída no Cadastro Nacional de Museus é fazer parte de um processo de conhecimento da realidade das instituições do país, contribuindo para elaboração de um diagnóstico de todos os museus brasileiros a partir de informações amplas sobre sua estrutura e gestão. O Memorial do TCA já desenvolve ações de pesquisa e documentação e, com a inclusão no CNM, esse trabalho está sendo oficialmente reconhecido", enfatiza a museóloga Dirlene Oliveira, responsável pelo setor, que aproveita para esclarecer o que há de diferente entre um museu e um memorial. "Museus e memoriais desenvolvem atividades iguais, a diferença é que memoriais têm um pefil específico. Então não se trata apenas de uma sala em que alguns objetos são expostos. E o do TCA ainda tem uma característica interessante que é o fato de o acervo ser aberto, pois está sendo produzido diariamente, por conta da intensa programação", acrescenta Dirlene.

O acervo do Memorial do TCA é constituído por fotografias, fitas em VHS e K7, DVD, CD, cartazes, livros, troféus, placas, medalhas e documentos, figurinos, que fazem uma media de aproximadamente cinco mil itens. Cada um deles tem importância fundamental para o trabalho de salvaguardar testemunhos da história do Teatro Castro Alves e, conseqüentemente, do teatro na Bahia.Vale ressaltar que são poucos os teatros brasileiros que possuem um setor especificamente direcionado para a preservação de sua memória. "É uma iniciativa rara no Brasil. Nós, ao contrário, demonstramos essa preocupação desde o início, investindo em infra-estrutura e montando uma equipe de profissionais especializados, tanto no Memorial quanto no setor de Documentação e Pesquisa e no de Multimeios. Desde uma simples logomarca até registros de grandes espetáculos, tudo é produzido por nós e fica armazenado aqui", destaca Theodomiro Queiroz.

O diretor do TCA lembra, ainda, que parte importante desse trabalho de preservação pôde ser conhecido ano passado através do livro Teatro Castro Alves - História e Memória, lançado no 12º aniversário de reinauguração do Teatro, com texto do jornalista Diógenes Moura. "Isso sem falar na nossa participação nas comemorações pelos 500 anos do Descobrimento do Brasil, em 2000. Produzimos um figurino de época deslumbrante, com a preciosa colaboração da artista plástica e carnavalesca Rosa Magalhães, que a direção do TCA teve o cuidado de guardar em seu acervo e não disponibiliza para empréstimo", acrescenta Queiroz.

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