Monica
Salmaso apresenta Noites de Gala, Samba
na Rua
Mônica Salmaso lança seu segundo
CD inédito pela Biscoito Fino, Noites
de Gala, Samba na Rua, só com músicas
de Chico Buarque. O disco é todo
gravado ao lado do quinteto Pau Brasil,
formado por Nelson Ayres (piano), Paulo
Bellinati (violão e cavaquinho),
Teco Cardoso (sax e flauta), Ricardo Mosca
(bateria e percussão) e Rodolfo Stroeter
(baixo e produção do álbum).
A tournée inicia pelo sul, em Florianópolis
e Porto Alegre, e segue para mais 19 cidades
brasileiras, com patrocinio exclusivo do
BRADESCO PRIME. Em Salvador, o show será
no Teatro Castro Alves, no dia 13 de maio
(terça-feira), às 20 horas.
A química entre a voz precisa de
Mônica, a sonoridade jazzística
do Pau Brasil e as canções
de Chico Buarque, perpassa quatro décadas
de criação do maior compositor
brasileiro. Compositor cultuado por Mônica
desde o início de sua carreira, Chico
Buarque convidou a cantora para participar
de seu mais recente CD, “Carioca”,
com quem dividiu os vocais em “Imagina”.
O repertório contempla diversas
fases do autor. Do Chico inicial, tratado
como herdeiro de Noel Rosa na prolífica
década de 60, Mônica selecionou
quatro faixas. Os sambas “Quem te
viu, quem te vê” (de cujos versos
foi retirado o título do álbum)
e “Logo eu” ; o clássico
“Morena dos olhos d´água”
e o raro e irresistível maxixe “Bom
tempo”.
Da década de 70, período
em que as canções de Chico
Buarque tornaram-se emblemas contra a ditadura
estão “Construção”
(aqui flertando com a música contemporânea),
“Partido Alto”, “Basta
um dia” (da peça “Gota
D´água”) e “Olha
Maria”, parceria de Chico com Tom
e Vinicius. Nos anos 80, quando Chico incorporou
definitivamente a condição
de unanimidade nacional, entram “A
volta do malandro” (feita para o filme
“A Ópera do Malandro”,
de Ruy Guerra); “Beatriz” e
“Ciranda da bailarina” (parcerias
com Edu Lobo para “O Grande Circo
Místico”); “O velho Francisco”
e “Suburbano coração”.
“Você, você” (parceria
com Guinga) é a faixa da sofisticada
maturidade de Chico, a partir dos anos 90,
selecionada para este álbum.
Mesmo tendo ligação forte
com o Pau Brasil, é a primeira vez
que Mônica canta acompanhada por todos
eles. Ela conta: “Com Paulo Bellinati,
gravei meu primeiro CD, Afro-Sambas. Rodolfo
Stroeter é o produtor dos meus discos
desde Trampolim, de 1998, relançado
pela Biscoito Fino em 2006. O Teco Cardoso,
com quem hoje eu sou casada, trabalha comigo
desde 1998 em discos e projetos, como a
Orquestra Popular de Câmara. Ricardo
Mosca eu conheço desde 1990, quando
comecei a cantar. E com o Nelson Ayres trabalhei
pela primeira vez em 1993, quando ele me
convidou para participar de uma edição
de O Grande Circo Místico”,
explica.
“Chico recebeu uma cópia
do CD ainda antes da mixagem. Ele telefonou
pessoalmente pro Rodolfo e pra mim, dizendo
que ficou muito emocionado”, reverencia
Mônica, cabrocha de alta classe em
noites de gala e samba na rua.
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