“DOMINGO NO TCA” APRESENTA ESPETÁCULO
INÉDITO
COM A ATRIZ FRANCESA AURÉLIA THIERRÉE
Neta de Charles Chaplin, ela
traz para o palco a magia do teatro-circo
Uma atração internacional
inédita é o cartaz do projeto
Domingo no TCA, no próximo dia 3
de agosto, na Sala Principal do Teatro Castro
Alves, às 11 horas. O espetáculo
“L’Oratório d’Aurélia”
traz a Salvador a atriz, comediante, bailarina
e acrobata Aurélia Thierrée,
grande revelação das artes
cênicas da França, que encerra
na capital baiana a turnê nacional
por dez cidades, integrantes do Módulo
Circulação do Festival de
Circo do Brasil. Os ingressos têm
preços simbólicos de R$ 1,00
(inteira) e R$ 0,50 (meia), e serão
vendidos individualmente no mesmo dia, a
partir das 9 horas, com acesso imediato
do público. O Domingo no TCA conta
com o apoio da Secretaria de Cultura e Fundação
Cultural do Estado.
Aplaudido de pé na turnê brasileira,
em nove cidades, o espetáculo foi
assistido por um público de cerca
de dez mil pessoas. A recepção
junto à crítica especializada
confirma a reação da platéia.
A Revista Elle, em sua edição
de junho, aponta o L'Oratório como
"uma coletânea de momentos mágicos,
imagens poéticas, piadas macabras
e situações cômicas
que criam belíssimos efeitos visuais".
Dirigido por Victoria Thierrée Chaplin,
“L’Oratório d’Aurélia”
já foi aclamado em outros países
como um espetáculo sofisticado, que
cria belas imagens de ilusão de ótica
e resgata elementos mágicos e misteriosos
de teatro e circo.
Efeitos visuais - No palco, uma jovem contracena
com seres humanos e outros nem tanto, criando
uma seqüência inesperada de acontecimentos.
O rato come o gato, as flores na jarra ficam
de cabeça para baixo, a protagonista
transforma-se em areia numa ampulheta gigante
e veste-se diretamente no gaveteiro, com
mãos, braços, pernas e pés
“desmontáveis”. A cenografia
e a música contribuem com essa atmosfera
envolvente. A combinação de
efeitos visuais, eufórica imaginação,
refinadas marionetes, dança e magia
circenses resulta num espetáculo
poético e instigante. É uma
apresentação para espectadores
de todas as idades. Quem divide o palco
com Aurélia é o ator e bailarino
porto-riquenho Júlio Monge, artista
de larga experiência em palcos da
Broadway e em minisséries de televisão.
Neta de Chaplin - L’Oratorio
d’Aurélia foi concebido em
2003 por Victoria Thierrée Chaplin
e Aurélia Thierrée, mãe
e filha. Com este trabalho, elas mostram
que não precisam recorrer ao sobrenome
famoso, herdado do pai de Victoria - ninguém
menos que o genial ator e diretor de cinema
Charles Chaplin (1889-1877) - para conquistar
o merecido reconhecimento. Sobre essa questão,
Aurélia esclarece: “É
realmente mágico ser neta de Charles
Chaplin, mas é também abstrato.
Eu tinha quatro anos quando ele morreu.
Não tenho muitas lembranças.
É por respeito que não falamos
dele: nossos espetáculos são
muito diferentes do que ele fazia. Eu me
sentiria mal se usasse seu nome para atrair
as pessoas. Ser neta de Carlitos é
um belo presente da vida. Eu me contento
com isso”. Nascida em Paris e criada
na Suíça, Aurélia está
nos palcos desde a infância. Ela deu
seus primeiros passos e trabalhou nos espetáculos
de seus pais: Le Cirque Imaginaire e o Cirque
Invisible. Trabalhou recentemente com inúmeros
produtores, entre eles Milos Forman, Coline
Sereau e Jacques Barratier. Durante muitos
anos ficou em turnê com o grupo londrino
The Tiger Lillies em “The Tiger Lillies
Circus”. Trabalhou também no
Music Hall e no Cabaret em Berlim.
“Novo Circo”
- Os Thierrée-Chaplin são
conhecidos na França como “la
famille des enchanteurs” (“a
família dos encantadores”,
ou mágicos, feiticeiros). Victoria
Chaplin criou com o marido, o ator e diretor
Jean-Baptiste Thierrée, uma relação
mais pessoal com o mundo do circo: a partir
do trabalho dos dois nasceu o movimento
chamado “novo circo”. O “Cirque
Imaginaire” (Circo Imaginário)
resultou dessa proposta – os dois
sozinhos em cena, acompanhados dos dois
filhos, Aurélia e James. Eles viajaram
o mundo com o “Cirque Imaginaire”
e com o “Cirque Invisible” (Circo
Invisível). Em 2003 Victoria Thierrée
Chaplin escreveu e criou com a filha, Aurélia
Thierrée, o espetáculo L'Oratorio
d' Aurélia.
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