Jorge
Aragão e Nelson Rufino se apresentam
no TCA
Com 20 álbuns (fora as muitas coletâneas)
e mais de trinta anos de estrada - Jorge
Aragão é o mais recente fenômeno
da indústria fonográfica no
Brasil. Como compositor, o "poeta do
samba" explodiu faz tempo nas vozes
dos maiores intérpretes da mpb e
é gravado por nove entre dez estrelas;
principalmente do samba. Primeiro foi Elza
Soares com um hit que atravessou décadas:
"Malandro". Depois vieram Beth
Carvalho, Alcione, Leci Brandão,
Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Dona Ivone
Lara, Negritude Jr., Exalta Samba, Art Popular,
Elba Ramalho e Jair Rodrigues, dentre muitos
e muitos outros. Nas vozes de Elba e Jair,
por exemplo, o compositor extrapolou fronteiras
interplanetárias e teve um dos seus
maiores êxitos "acordando"
o robô da Nasa em Marte : a música
"Coisinha do Pai" - canção
que Jorge fez quando do nascimento de uma
de suas filhas - em parceria com Luiz Carlos
e Almir Guineto e um dos grandes hits da
carreira de Beth Carvalho. Mas, por um desses
acasos da vida, a carreira solo só
decolou no finalzinho dos anos 90 com o
ingresso na gravadora Indie Records. "Sambista
a bordo", o CD de estréia na
Indie, fez com que suas vendas disparassem
e o artista ganhou seu primeiro disco de
ouro! Os seguintes tiveram premiações
em ouro, platina e platina duplo. Só
de 2001 para 2002 Jorge vendeu mais de 2
milhões de discos, transformando-se
num verdadeiro fenômeno mercadológico.
Até porque o "poetinha"
beirava os cinquenta e jamais havia passado
das sessenta mil cópias por álbum.
Cifra alcançada com o lançamento
do "Sambista" em seu primeiro
dia nas lojas.
Um dos fundadores do Grupo Fundo de Quintal,
conjunto de samba que fez história
na música brasileira e rende "filhotes'
até hoje pelo país afora,
Jorge Aragão ficou no conjunto por
pouco tempo por achar, na época,
que deveria dedicar-se apenas `a composição.
Mas não resistiu e acabou cedendo
aos apelos de uma gravadora que o queria
como artista exclusivo. O Fundo de Quintal,
sómente para esclarecer, nasceu na
quadra do bloco carnavalesco Cacique de
Ramos; local que abrigava a nata do samba
nos anos 80. Por lá passaram não
só personalidades como Jorge Aragão
e Almir Guineto, como bambas do naipe de
Arlindo Cruz e Sombrinha (que também
fizeram parte do Fundo de Quintal em suas
formações posteriores).
Jorge Aragão, felizmente, não
virou "apenas compositor" e acabou
conquistando o público também
com seu timbre raro, sensual, e interpretações
personalíssimas. Tanto que, além
dos inúmeros prêmios e múltiplas
homenagens, ganhou, por unanimidade de votos,
o "Troféu Imprensa de Melhor
Cantor do Ano" em 2001. A premiação
é realizada pelo SBT (uma das maiores
redes de televisão do Brasil) e dentre
os julgadores estão alguns dos expoentes
artísticos do cenário nacional.
Indicado na última ediçao
do Grammy Latino, com seu Album “
E AÍ”.
Jorge é compositor, letrista, músico,
intérprete. Um cronista lúcido
- e lúdico - de sua época.
Dono de hits que venceram o tempo e derrubaram
fronteiras. Hits tais como "Malandro",
"Coisinha do pai", "Vou festejar",
"Enredo do meu samba", "Eu
e você sempre", "Coisa de
Pele" e até de uma "versão
para cavaquinho" da clássica
"Ave Maria" de Gounod. Um dos
autores da talvez mais famosa "vinheta"
nacional, a canção "Globeleza",
feita para a Rede Globo de Televisão.
Uma das emissoras, vale dizer, que o contrataram
como analista dos desfiles das Escolas de
Samba do Grupo Especial.
O fenômeno Jorge Aragão,
que pretendia ser "apenas um bom e
respeitado compositor", merece tudo
o que está acontecendo com ele. Por
seu talento, qualidade, integridade, compromisso
musical. E, basicamente, pelo amor e devoção
`a musicalidade plural de seu país.
Porque, para os que ainda não sabem,
Aragão não é só
um grande compositor de sambas e pagodes.
Ele faz samba, pagode, mas canta também
os rítmos do norte, nordeste e o
amor como poucos. Suas harmonias são
sofisticadas apesar da fusão com
a tonalidade popular. E, antes mesmo de
se tornar esse visível fenômeno,
nosso "Chico Buarque do Samba"
poderia ostentar qualquer merecido título.
Como o seu xará da Capadócia,
o ex- cronometrista de corridas de moto,
ex-carregador de eletro-domésticos
e ex-vendedor de sapatos (profissões
para as quais não tinha nenhum talento)
Jorge é um guerreiro nato e iluminado.
E, como todos igualmente já sabem,
um dos maiores - e melhores - artistas brasileiros
de todas as épocas.
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