Institucional Setores Projetos Programação Notícias Contatos

SERVIÇO:

O quê: Simone

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quando: 08 de outubro, quinta-feira, às 21h

Ingressos (inteira): R$140 (filas de A a W), R$120 (X a Z9) e R$20 (Z10 a Z11)

 

Início > Notícias

01/10/2009

Foto: Divulgação

"Um trabalho para cima, que fala do amor em todas as formas", assim Simone define o seu novo álbum "Na Veia"

Simone volta a Salvador com turnê do seu novo show
Em Boa Companhia


“Acalma a Bola, rola a bola, trata a bola, limpa a bola que é preciso faturar. É bom jogar com muita calma, procurando pela brecha pra poder ganhar”. Os versos de Gonzaguinha - compositor sempre presente na trajetória de Simone - em Geraldinos e Arquibaldos sintetizam um pouco a atual fase da cantora: no auge da maturidade artística, estreia um show essencial, sereno e fiel às próprias convicções. Em Boa Companhia, espetáculo oferecido pelo Circuito Cultural Bradesco Seguros e Previdência, que teve sua estreia nacional dia 18 de setembro no Rio de Janeiro, com direção de José Possi Neto é, antes de mais nada, um show de Simone. Não é qualquer cantor que pode se orgulhar de ter uma assinatura tão marcante, independente do que ele cante. Simone pode. E depois de quase quatro décadas de uma bem sucedida carreira, isso se evidencia como nunca antes. O que torna possível um trabalho como esse, que contempla compositores de universos tão distintos, uma unidade da primeira à ultima faixas:

- Eu sempre falei e cantei o amor. Para o disco Na Veia, que dá origem a esta minha nova turnê, liguei para todos os compositores que me enviaram canções, ou até mesmo os encontrei, e disse: é um trabalho feliz, para cima, que fala do amor em todas as suas formas, jeitos e maneiras – Simone dá a pista.

Na Veia é o primeiro disco de canções inéditas da intérprete em cinco anos – o último foi Baiana da Gema, de 2004, no qual homenageou Ivan Lins. O resultado é completamente distinto de seus trabalhos anteriores, mas com cara de Simone. O amor, um dos assuntos mais constantes na discografia da intérprete, também predomina neste novo show, mas sob um enfoque mais amplo: não coincidentemente, a mulher, o sujeito principal das canções aqui, expõe livremente seus desejos, seduz, põe fim à relação e também anseia por liberdade. Tanto as composições quanto a interpretação precisa e sutil conferem uma abordagem contemporânea e atual ao tema mais recorrente no cancioneiro do Brasil, como explica José Possi Neto:

- Em Boa Companhia é pra cima, o show da paixão e do desejo. Ilustra bem o prazer de Simone em se relacionar com o público, afinal, ela é uma artista talhada para o palco, e hoje está amadurecida, tem domínio total do seu ofício. E em termos de sonoridade, é o trabalho mais contemporâneo dela nos últimos 20 anos.

E essa paixão vem pelas mãos de compositores em sua maioria já gravados pela intérprete. Dividindo o roteiro com a cantora, Zé Possi dá a pista: “ Simone sempre cantou muito bem, como poucas, temas de amor e sambas, portanto eles estarão muito presentes no repertório. O restante são as belas canções, a maioria inédita, do novo disco, que estará na íntegra”.

Mas Simone também abre espaço para um novo talento: de Paulo Padilha, compositor da cena alternativa paulistana, ainda pouco conhecido do grande público, inclui Love. Adriana Calcanhotto comparece com duas: Definição da Moça (sobre um texto de Ferreira Gullar) e Certas Noites (com Dé Palmeira). Na última, versos como “Certas noites eu sou só do samba, eu sou da orgia/ Nessas noites você não me encontra, meu bem/ Nem dentro da lei/ Às vezes eu vou deixar a razão pela folia” radiografam a mulher de hoje, independente e decidida nas relações. Em díptico também aparece Erasmo Carlos, seja na inconformada letra de Migalhas, ou na ternura de Hóstia, esta em parceria com Marcos Valle – “ Apesar de já ter gravado o Erasmo meninão, fiquei muito feliz quando recebi esses presentes maravilhosos. Ele mandou duas e eu gravei as duas”.

Autor de clássicos na voz de Simone, como Jura Secreta e Alma, Abel Silva também marca presença com Pagando Pra Ver, um ‘blues feliz’ segundo ele próprio, em parceria com Nonato Luis. Martinho da Vila, a quem a ‘cigarra’ já dedicou um disco inteiro na década de 90, também traz a novíssima Na Minha Veia (com Zé Catimba). Em Boa Companhia segue na cadência do samba com Paulinho da Viola, que marca presença com Ame (“esta canção é tudo que eu acho e acredito do amor”, contextualiza a cantora) e Deixa Eu Te Amar, um sucesso de Agepê, que aqui aparece completamente despido e renovado, e chega até a parecer um clássico de...Simone.

Continuando, uma inédita de Marina, Bem Pra Você (também com Dé Palmeira), e ainda uma composição da própria Simone, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho, de 76, que permaneceu inédita até agora: “Vale a Pena Tentar eu fiz há muito tempo, tanto a melodia quanto a letra, e pedi para o Herminio terminar o texto. Mas prefiro cantar...rs”.
Completam o roteiro do show Certas Coisas – clássico de Lulu Santos - , além de canções do repertório de Simone que ela já não cantava há muito tempo, como Tô Que Tô (Kleiton e Kledir), Paixão (Kledir) e Face a Face (Sueli Costa/Cacaso), esta última do antológico álbum homônimo de 1977. O restante são surpresas.

Em Boa Companhia atesta, após 36 anos de carreira, o gosto que a ‘cigarra’ tem em cantar ,e o quanto este prazer permeia cada poro deste show, tornando-o, acima de tudo, um espetáculo de Simone.

Além da direção e de dividir o roteiro com Simone, José Possi Neto assina também a luz e a cenografia do esptáculo (com Jean Pierre Tortil), esta última baseada em sobreposições de transparências e brilhos que conferem, no plano físico, a leveza que permeia o conceito do espetáculo.



 

 

 

 

 



 


 

Início
   
Institucional Setores Projetos Programação Notícias Contatos

 

 

Teatro Castro Alves
Praça Dois de Julho,s/n , Campo Grande, CEP 40080-121 - Salvador - Bahia - Brasil
Telefone: (71) 3535-0600