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OSBA e o Coro Madrigal da UFBA apresentam
a "Missa de Réquiem pro
defunctis" na Sala Principal
do TCA |
Após
se apresentarem juntos na Reitoria da UFBA,
sob a regência do maestro Host
Schwebel, em homenagem ao dia de
Finados, a Orquestra Sinfônica
da Bahia (Osba) e o Madrigal
da UFBA reapresentam a
Missa de Réquiem pro defunctis,
do compositor François-Joseph Gossec
(1734-1829) na Sala Principal do TCA. O
concerto acontece no dia 4 de novembro,
quarta-feira, com ingressos a R$ 20,(inteira)
e R$ 10,(meia). Além da orquestra
e coro, o concerto terá como solistas
convidados Marilda Costa (soprano), Tânia
Barros (mezzo soprano), Sandro Machado (tenor)
e Moisés Téssalo (baixo –SP).
Gossec compôs música de câmara,
sinfonias, óperas e ballets. Considerado
o pai da sinfonia francesa, a obra, entretanto,
que o tornou famoso da noite para o dia,
aos 25 anos, em toda a Europa, foi o seu
Réquiem de grandes dimensões,
datado de 1760. O concerto é uma
realização da Escola da Música
da UFBA e Teatro Castro Alves com apoio
da Secretaria de Cultura e Fundação
Cultural do Estado da Bahia.
Ocasiões solenes – O nome Réquiem
vem da primeira palavra do intróito
da missa pelos mortos da igreja católica
romana (réquiem aeternam dona eis,
Domine – Daí-lhes repouso eterno,
Senhor). No séculos XVII e XVIII
foram compostos centenas de réquiens,
muitos deles para ocasiões solenes
e especiais. Compositores do século
XIX e XX também acrescentaram obras
notáveis ao gênero musical.
Não há certeza, mas o Réquiem
de Gossec, obra com a qual ele lançou
novos efeitos de orquestração,
foi, provavelmente, uma encomenda do príncipe
Louis-Joseph de Bourbon em memória
da sua filha Marie, falecida um ano antes
com a idade de quatro anos e da sua esposa
Elisabeth, falecida em 1760, aos 23 anos.
Em 1763 e 1766, o jovem Mozart, ao visitar
Paris, tornou-se amigo de Gossec. É
indubitável que Mozart conheceu muito
bem o Réquiem, e foi influenciado
sobremaneira por ele, ao compor sua própria
peça, 30 anos depois.