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Exposição lembra os
40 anos de morte do comunista Carlos
Mariguella |
A
exposição Marighella, em memória
aos 40 anos da morte do guerrilheiro comunista,
Carlos Marighella, símbolo do combate
à ditadura militar no Brasil, foi
prorrogada até o dia 28 de fevereiro,
no Foyer do Teatro Castro Alves (TCA), com
visitação pública gratuita
de terça a domingo, das 13 às
18 horas. A exposição foi
inaugurada em dezembro passado, com curadoria
de Isa Grinspum Ferraz e Vladimir Sacchetta.
A mostra traça o perfil e a trajetória
de vida do baiano de Salvador, nascido em
5 de dezembro de 1911, filho de imigrante
italiano e de uma mulher negra, descendente
de escravos africanos.
O público baiano e os turistas que
visitam a cidade têm agora mais tempo
para conhecer livros, imagens de arquivo,
cartas, iconografia variada, depoimentos
em vídeo, além de textos do
próprio Marighella, que dedicou sua
vida à luta dos trabalhadores, à
causa da soberania nacional e do socialismo.
A exposição tem o apoio da
Fundação Cultural do Estado
da Bahia, através do TCA e Instituto
do Patrimônio Artístico e Cultural
da Bahia (IPAC).
Carlos Marighela tornou-se militante do
Partido Comunista em 1933. Em 1946 foi eleito
deputado à Assembléia Nacional
Constituinte que se seguira à deposição
de Getúlio Vargas. Foi apontado como
um dos mais aguerridos parlamentares de
todas as bancadas, proferindo em menos de
dois anos 195 discursos. Invariavelmente,
sua fala era de denúncia das condições
de vida do povo e da crescente subordinação
do país a interesses internacionais.
Em 1969 foi apontado pela ditadura como
inimigo público número um
do país. Na noite de 4 de novembro
de 1969, Marighella foi surpreendido por
uma emboscada de agentes da polícia
política sob o comando do delegado
Sérgio Fleury e assassinado na Alameda
Casa Branca, em São Paulo.