Perguntas freqüentes
1 – Qual será a freqüência de ensaios do primeiro núcleo do NEOJIBÁ no TCA?
De segunda à sexta na parte da tarde.
2 – Por que o núcleo do TCA funcionará no turno vespertino se muitas crianças e jovens tem escola neste horário?
Para acolher uma orquestra sinfônica de até 150 crianças e jovens trabalhando em condições ideais, precisamos de um local com infra-estrutura para tal. A única sala com essas condições atualmente em Salvador é a sala de ensaio no Piso C do Teatro Castro Alves da OSBA. A sala está livre somente na parte da tarde, já que na parte da manhã a mesma é utilizada para os ensaios da OSBA.
3 – Quando será formado outro núcleo com funcionamento na parte da manhã?
Assim que os monitores estiverem prontos e tivermos o local para a implantação do novo núcleo faremos o necessário para termos flexibilidade nesse sentido.
4– Para participar das audições, os inscritos que não estão de férias terão que perder 3 dias de aula?
Não. A presença dia 3 entre as 9h e 10h durante a apresentação do projeto é imprescindível para todos e para a organização das audições. Depois disso cada um terá que voltar somente por alguns minutos, em horário preciso, em função da convocação. A lista estará disponível na internet e na Sala do Coro à partir das 10h da manhã do dia 3.
5– Por que não há ensaios noturnos ou durante o final de semana?
O Neojibá, na sua fase de implantação, segue a experiência pedagógica e social do FESNOJIV.
Quanto à pedagogia, está demonstrado que cinco dias por semana são necessários para atingirmos nossos objetivos.
Quanto ao ensaio noturno, por motivos de segurança e educacionais, tirar crianças do ambiente familiar cinco dias por semana no período noturno não faz parte das nossas convicções.
6 – Esse projeto não corre o risco de esvaziar outros projetos com objetivos semelhantes já existentes?
Não existem na Bahia projetos com objetivos semelhantes. Além disso, temos na Bahia demanda suficiente na área para que todos possam estar no projeto que melhor se adapte as suas necessidades e possibilidades.
7 – Porque o NEOJIBÁ não segue o mesmo funcionamento de outros projetos bem sucedidos já existentes se preocupando com outras atividades e responsabilidades dos jovens envolvidos?
O NEOJIBÁ tem como objetivo principal tornar a prática orquestral uma atividade fundamental na formação da criança e do jovem, independentemente da classe social. Não conhecemos nenhum projeto na Bahia que tenha sucedido bem nesse objetivo. Precisaremos de tempo, vontade política, coragem e da ajuda de todos para atingir esse objetivo. Transformar as mentalidades, a estrutura social e pedagógica atual é nosso primeiro desafio.
Para finalizar gostaríamos de citar o exemplo abaixo:
A OSBA atualmente precisa contratar 30 músicos para ser uma orquestra sinfônica completa. Se o Governo da Bahia abrir vagas para um concurso público, a fim de cumprir os requisitos de uma orquestra sinfônica de qualidade, será necessário contratar músicos de outros estados e até países. Esse fato nos faz acreditar que nenhum projeto ou escola na Bahia, salvo pequenas exceções, tenha realizado o trabalho necessário nos padrões de qualidade exigidos no mundo. Em 1975 quando o projeto foi iniciado na Venezuela, havia somente duas orquestras sinfônicas no país, formadas majoritariamente por integrantes estrangeiros.
Hoje eles têm mais de 200 orquestras, quase nenhum estrangeiro tocando nelas e muitos venezuelanos entrando nas melhores orquestras do mundo.
Acreditamos que o sistema pedagógico da Venezuela provou que funciona e o nosso, apesar dos anos de esforços consideráveis dos nossos valorosos músicos e de muito dinheiro público gasto, provou o contrario. Por isso, seguiremos o caminho traçado na Venezuela, conscientes que cada lugar tem sua especificidade e que nosso projeto terá sua forma baiana de ser.
Um forte abraço da equipe do NEOJIBÁ
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